segunda-feira, 12 de setembro de 2011

terça-feira, 26 de julho de 2011

Knockin' On Heaven's Door*

Esse mês de perda grande!
Não foi só Amy Winehouse que me deixou sem novidades, minha vó tambem foi buscar um lugar melhor.



"Canta, Maria, a melodia singela, canta que a vida é um dia, que a vida é bela, minha Maria..."**

Minha vó Maria diferente de nossa jovem Amy tinha 91 anos e estava cansada, ela que não gostava mais de sair de casa e pediu a minha tia pra ir até a igreja na sexta feira (08/07) e lá pediu a Deus para que pudesse ir embora, como sempre soube que minha vó tinha grande intimidade com Ele não demorou muito ela foi, na segunda dia 11/07/2011 lá pelas 19h.
Lá por 2004 descobrimos que ela tinha câncer de mama, mesmo câncer que insistiu em voltar quando ela estava melhor (entende-se metástase) e foi pro pulmão, que estava quase nada, o médico não soube explicar como ela respirava ainda, só sabemos que ela sofreu pouco, não foi maltratada em nenhum instante e hoje deve estar bem melhor.
Não tem como descrever o quão doloroso foi velar e depois entenrrar!


Amy Winehouse, morreu aos 27 anos, a já idade conhecida dos grandes astros que se foram em decorrência do seu abuso pela droga. Uma grande voz, uma descoberta do tamanho do abismo que carregava dentro de si. Já perdida encontra um marido/amigos que a levam mas pra baixo e que a ensinam a dizer não a rehab.
Não se sabe a causa de sua morte, muitos especulam sobre uma possível overdose (ainda não confirmada), os pais procuram acreditar numa morte em decorrência de tantos anos de abuso das drogas, mesmo que saibamos o quanto uma pessoa estava se agredindo é difícil admitir que perdemos uma vida amada por tão pouco, por uma falta de cuidados desse tamanho, o comentário de minha tia diante desta morte foi "Se as pessoas como a vida é tão delicada cuidariam melhor dela".
"But I know it don't come in a shot glass, they tried to make me go to rehab, but I said 'no, no, no"***

Amy já havia sofrido uma overdose, época em que montou seu testamento, logo sabia da delicadeza da vida, ai vem a pergunta, viver sem limites vale a pena? É realmente bom? Isso não é um tipo de agreção gratuito a si mesmo? Fica a pergunta...


*Batendo na porta do céu - Bob Dylan
** Canta Maria - Ary Barroso
*** Rehab - Amy Winehouse

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Linhas, bifurcações de minha história,
palma da minha mão!
Desvaneios,
pé direito.

Se conhecer, ter limites.
Não esqueço nunca.

Labirinto vivo em mim...

quinta-feira, 14 de julho de 2011

"Satisfaziam em mim uma curiosidade que está presente em minhas lembranças mais remotas e que nunca cessou... De onde me vem ela exatamente? Segundo Freud, na raiz da curiosidade encontra-se o instinto sexual. Creio antes que meu interesse pela 'coisas inconvenientes' era apenas um ramo de meu apetite de saber que surge a meus olhos como uma característica original.
Talvez seja inútil pretender explicá-lo. Toda criança tende espontaneamente a explorar o mundo. Seria necessário perguntar antes por que, em alguns casos, esse impulso é interrompido. Vejo muitas razões para isso: fragilidade física. inércia, falta de estímulo por negligência, rotina ou excesso de solidão, sujeição prematura a trabalhos cansativos, preocupações e obsessões de todo tipo,
desiquilíbrio afetivo. Insatisfeita, uma criança fica muito preocupada consigo mesma para voltar-se para o exterior."

Simone Beauvoir - Balanço Final

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Houve um quebra e foi de fora pra dentro,
agora estou atrás de outra faca pra afiar,
essa música nova,
essa que me provoca,
e se quebrar?

Se soluçar é melhor água ou susto?

quinta-feira, 5 de maio de 2011

terça-feira, 3 de maio de 2011

A imagem era essa:
Areia, quilômetros dela, algumas insistiam em ficar entre meus dedos, por sua própria vontade, mas quando tentava pega-la na mão ela fugia, como se quando eu tentasse me apressar no processo o tempo falasse: "calma, tem coisas que tem de vir atrás de você".
Eu, as coisas que eu sempre quis, o tempo de que tenho que andar, o quanto que tenho comido, os livros que estou devorando, os dias que parecem passar rápido, o mundo que pede pra ser desvendado, seus braços que me aquecem e não me deixam levantar da cama nem pra ir no banheiro, o medo de te perder e de me perder agora que te/me encontrei, os inúmeros filmes, a confiança /ousadia de assumir que não sei de tudo, as letras das músicas, minha mãe e meu pai, meu irmão que mudou, minha vó que está doente, a saudade dos meus amigos, a vontade de provar, o meu maltrato, o meu agrado, o tal estágio, o tal estudo, o tal emprego, essas entre outras coisas, que estão coladas na pele, que arranham!
Ultimamente tenho pensado na minha cor, descobri que sou colorida e que isso é incrível, que essas marcas não tiram minha cor, pelo contrário, reforçam.
A vida na margem é isso, ver a água tomar outra rumo, ganhar força, engolir um pouco e viver a calmaria, tenho feito, tenho levado pessoas junto e tem sido fácil, do meu modo...